Mestrado e doutorado na Google

FILE - In this May 11, 2011 file photo, attendees chat at the Google IO Developers Conference in San Francisco. Google is buying cell phone maker Motorola Mobility Holdings Inc., for $12.5 billion in cash Monday, Aug. 15, 2011, in what is by far the company's biggest acquisition to date. (AP Photo/Marcio Jose Sanchez, File)

O Google lança nesta segunda-feira (01/06) um programa de custeio de projetos acadêmicos em ciência da computação que dará US$ 750.00 mensais (cerca de R$ 2.370,00, taxa de câmbio de 01/06 segundo o portal de notícias G1) para mestrandos e US$ 1,200.00 (R$ 3.800,00) para doutorandos dos 20 processos selecionados durante três anos.

Segundo Bertheir Ribeiro-Neto, coordenador do centro de pesquisa do Google em Belo Horizonte e um dos idealizadores da iniciativa, o interesse da empresa em dar o incentivo é buscar soluções para problemas reais da internet hoje e descobrir possíveis funcionários para a empresa.

“Não há qualquer condicionante que ligue os projetos escolhidos ao Google”, afirma. “A FAPESP também faz esse papel [de fomento acadêmico], a CAPES, o CNPq. Isso não impede que o Google ofereça um estímulo adicional”.

“Demos um salto no volume de produção acadêmica nos últimos 50 anos, mas precisamos agora de um salto qualitativo”.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação participará do evento de anúncio, que será feito na capital mineira, com a presença do ministro Aldo Rebelo.

Os professores-orientadores responsáveis também recebem, mas um valor um pouco menor (US$ 675 e US$ 750, cerca de R$ 2.140,00 e R$ 2.360,00, respectivamente para mestrado e doutorado).

Para Ribeiro-Neto, projetos que terão mais chance de ser aprovados devem ter abordagem diferente para enfrentar questões existentes ligadas à internet. “A web está passando por uma mudança revolucionária, como na parcela de usuários que só conhece o celular, nunca usou um computador. Seu comportamento é diferente, e buscamos entendê-lo”.

Áreas como internet das coisas, tecnologia de cidades inteligentes e convergência nas plataformas de entretenimento (como plataformas de smart TV) foram menos estudadas, e portanto projetos relacionados a elas podem ter mais de seleção, diz o professor.

Serão exclusivamente aceitas pesquisas de instituições latino-americanas. A ideia é que o professor-orientador encaminhe a proposta ao Google por meio do site até o dia 06/07.

A empresa tem um oferecimento semelhante nos EUA por meio de sua divisão Google For Education.

Projetos como análise da “virilização” de um conteúdo na web da professora Jussara Almeida da UFMG e monitoramento por sensores de alunos do CEDERJ, plataforma de educação a distância das universidades públicas fluminenses do professor Edmundo de Souza e Silva já estão sendo fomentados.

Via. Folha